quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma noite com Renato Russo não se esquece. Foi ontem.

Chegamos ao CCBB mais cedo, para atualizar os papos da vida, das relações humanas e aguardar a fala do autor. Aos sanduíches e vinhos, acompanhados de água com gás, falamos sobre o bem viver, a "enfrentância" do cotidiano, a arte...

Carlos Marcelo e Sá sentaram-se às 19h30 para falar do livro que o primeiro escreveu sobre Renato Russo, da sua paixão pelo rock, dos 8 anos de pesquisa para o livro, brotada na contribuição do jornalista à revista BIS. Ali havia muito a ser dito. Marcelo desfiou o novelo da construção de sua obra, cujo cerne deu-se em 1999, quando ele escreveu "a história do rock de Brasília" para a tal revista. Se Renato e Brasília nasceram em 1960, cresceram juntos. E esse foi o mote da pesquisa.

O livro traz materiais inéditos. Nele descobrimos as turmas de Renato além da turma da colina. Quem foram seus "amigos invisíveis". A participação do cantor/autor no Diário de Brasília. A história começa e termina no show do Mané Garrincha. Ali, a utopia frustrada do grande show para os brasilienses encontra a decepção com a cidade planejada, que não vingou como utopia que era.

Carlos Marcelo teve acesso a letras inéditas, manuscritos também nunca vistos e o apoio da família, toda presente. A mãe, a irmã e o filho de Renato lá estavam. Também Luis Turiba, Nicolas Behr, Vladimir Carvalho, entre outros intelectuais da melhor safra de Bsb. Turiba contando as novidades para 2010, Behr divulgando sua obra e Vladimir assumindo ser um estudioso de rock. Nada disso em vão. Muita coisa está sendo cozida para ser servida em breve.

Em uma noite de bambas não há como voltar para casa igual. A gente se enche de sonho, de vontade de ler, ler, ler e fazer a arte acontecer para tudo e todos. A energia de um trabalho bem feito e o sucesso da noite de autógrafos sacudiram os presentes!

Até a Livraria Dom Quixote vai crescer, teremos mais duas lojas logo, logo... Brasília respira com novo fôlego na reta de seus 50 anos. Muita coisa virá. E o melhor foi sentir isso no ar... Os agitadores estavam todos ali, armando os próximos ATOS, inspirados no Renato contado por Carlos.

Dados do livro:

Renato Russo - O Filho da Revolução (2009), de Carlos Marcelo. Ed. Agir. 415p.

6 comentários:

  1. Que delícia de noite! Esse certamente é um livro que estará em minha bibliografia. Um beijo a todos! Saudades. De: Brunna Guedes.

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  2. Lembrei-me de um fato conhecido. Quando uma estrela morre, a luz continua, ela ronda, cobre toda a distância, porque a luz não para. Não se assemelha à morte, pois não se estanca, não é sangue. Nossa poeira se reimenda, a morte nesse sentido, talvez, mas a luz se transforma em quê? Em mãe, pode SER (-:
    O Renato foi pra lá, mas sua poesia forte que EXPLODE, de um modo que não se sopra, porque fica viajando pelo espaço, todo ele. Se esse espaço for realmente curvo, os destroços, claros claros, formarão uma auréola, que enfeita, que era canção.

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  3. Aí estamos, mais uma vez, como diz nosso compositor Felipe, a nos deixar invadir pela luz. Sim, a estrela morre mas a luz nos "ronda"...que linda imagem!!!
    **
    E, como conta a bela crônica de Ju, a noite vivida no CCBB sob esta "aura" de inspiração da vida e obra de Renato Russo nos fez sair pisando leve, como em pequenas nuvens, uma vontade enorme de caminhar bonito...Que é isso que fazem conosco os artistas da poesia e da canção.

    "Forza sempre" era o que nosso (de Brasília) Renato dizia ao se despedir.Eu o repito.
    Beijos (ai, ai, ai...por que não dizê-lo?)emocionados de Sylvia!

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  4. gostei muito deste blog, vou entrar mais vezes, sobretudo porque é brasiliense, foi recomendado por uma musicista aqui do sul, gostei.
    ;)

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  5. Muito obrigada, Christiano, pelas palavras. volte sempre!faça suas sugestões!É muito importante para nós!
    abraços
    Sylvia /pelo Vivoverso

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