sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre Saramago , mas deixa viva a ética da fraternidade


"Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida."

                                      José Saramago, em Ensaio sobre a cegueira
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O escritor José Saramago morreu na manhã desta sexta-feira, 18 de junho, aos 87 anos. 
 Era também doutor Honoris causa pela UnB. Recebeu o título em 1997, quando veio à Universidade  a convite do Departamento de Teoria Literária e Literaturas do Instituto de Letras , sendo vice-diretor  do IL o seu amigo e meu orientador de doutorado, o saudoso professor 
Almir Bruneti, que nos apresentou.
Nessa bela ocasião tive a alegria de entregar-lhe uma publicação com os trabalhos escritos de minha turma de Letras acerca do livro Ensaio sobre a cegueira. Como estava com as mãos cheias de livros, entregou-os a Pilar, sua mulher,  e, com as duas mãos livres, recebeu o que lhe entregava em um gesto de extrema delicadeza e respeito à literatura e seus leitores.   
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Deixe pra nós registrado o trecho que mais lhe "fale" da obra do escritor.
Vivoverso agradece sua importante colaboração!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

É 12 de junho, fale de amor com o Vivoverso!


" Falamos de amor - na música, na literatura, na poesia- para evocar o indescritível e justificar uma escolha racionalmente injustificável (...) toda fala de amor é um discurso do não saber (...) aproximando-se por isso da linguagem sagrada e teológica, ou seja, da expressão daquilo cuja verdade jamais se estende, banhada de luminosidade , à frente do olhar humano"

     (por José Luís Furtado, em seu livro Amor, Editora Globo, 2008)

Do espetáculo "Fale-me de amor! " apresentado pelo Vivoverso na
"I Bienal Internacional de Poesia de Brasília", lembro alguns dos versos especiais de Affonso Romano de Sant`Anna que permanecem inspirando pesquisas, reflexões e ações:

Uns aprendem a nadar
Outros a dançar, tocar piano,
Fazer tricô e a esperar

Na infância cai-se
Para se aprender a andar,
Cai-se do cavalo e do emprego
Aprendendo a viver e a cavalgar


Em alguns aprendizados
Chega-se à perfeição.
Em alguns.

 
No amor, não.

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Agora... deixe pra nós seus versos de amor preferidos!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vivoverso e Simpósio de Poesia na II Bienal Internacional de Brasília em setembro

*
     PARTICIPE CONOSCO!!
           Clique nas imagens  para melhor visualizar as informações

EM BREVE ESTAREMOS INFORMANDO COMO SE INSCREVER NO EVENTO.

* Concepção e design do cartaz por  Laura Dusi

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vivoverso homenageia Brasília, a cidade onde nasceu!


"...nada existe como o azul sem manchas
do céu do Planalto Central
e o horizonte imenso aberto
sugerindo mil direções!"
                                          Toninho Horta e Fernando Brant

Nestes 50 anos, desde 1960, muito aconteceu na capital do Brasil. Nem sempre a luz do céu foi vista.... Mas o Grupo Vivoverso se dispõe a trazer mais pra perto o "azul sem manchas" deste céu que merecemos, pelas luzes da poesia.

Queremos continuar a contribuir para compor o "horizonte lírico imenso aberto" de "mil direções".

Registre, então, neste espaço, um texto, seu ou de alguém que goste, sobre a nossa cidade de Brasília!

Vamos homenageá-la juntos!!!

domingo, 21 de março de 2010

OSWALDO MONTENEGRO EMOCIONA UMA VEZ MAIS!


Um show de virtuosismo em todos os níveis foi o que
Oswaldo Montenegro mostrou no lançamento do DVD
Quebra-cabeças elétrico ( título-homenagem à canção de Antonio Adolfo que concorreu no mesmo festival que consagrou a belíssima “Bandolins” na década de 1980), na melhor tradução da tradição da MPB.

Foi nesta sexta-feira, 19, na casa de espetáculos Canecão no Rio de Janeiro. Em uma homenagem a parceiros como Zé Ramalho -com uma banda afiadíssima e Madalena Salles linda na flauta como sempre- ouvimos a canção da dupla que começa dizendo “em terra de cego/quem tem um olho é rei.../imagine quem tem os dois...”. (A platéia fica imantada nesta letra poema!). Sublinho também a interpretação antológica de “Muito romântico” de Caetano, seguido de “Minha honey baby”, a favorita de Elvira Montenegro ( na foto à esquerda), mãe do compositor, com quem compartilhei a primeira mesa gargarejo da platéia, ao lado de Vânia, sua irmã (que tirava a foto), e da animada tia Nícia (ao centro) .


Estar com Oswaldo pra mim sempre significa -há 32 anos- que vou compartilhar momentos inspiradores também com minha amiga Elvira, com quem tive a honra de trabalhar assim que cheguei à Brasília, em 1984. Nesse caminho o tempo entre nós todos transformou-se em elo.

Quem tem o privilégio de conviver com esta família-poesia ( oi, Bruna , oi Deto!) entende a dedicação à beleza e a garra que caracterizaram durante toda a sua carreira o cancionista, diretor teatral e músico excepcionais. Saí do show com o espírito inspirado e em festa. É isso que ele faz com a gente. Há mais de 30 anos. Não é pouco.

Pela relevância de sua obra extensa - e intensa- de contínuos sucessos (que sempre emocionaram platéias , como  sexta-feira) ; pela alegria em criar e em dar oportunidade para que novos talentos cresçam a seu lado; pela missão artística que cumpre com virtuosismo renovado, Oswaldo Montenegro receberá a homenagem poética do grupo de poesia e performanceVivoverso, da Universidade de Brasília, na Abertura da II Bienal Internacional de Poesia de Brasília representando todos os artistas da palavra que contribuíram para construir a alma sensível de Brasília nestes 50 anos da capital.
Dia 3 de setembro. Dia histórico imperdível. O compositor já confirmou a presença !
        
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Compartilhe aqui os versos do poeta que mais te tocam...
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( As fotos são do arquivo pessoal de Vânia Montenegro- gentilmente cedidas para o blog)