quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Poesia VAI acontecer em Brasília !!! 8, 9 e 10 de novembro


II Simpósio de Crítica de Poesia
"Poesia contemporânea: olhares e lugares"
um evento da Semana de Extensão IL/TEL/ UnB 
COM APOIO
  MEC-Capes
Instituto de Letras-UnB
        Petry Gráfica e Editora 
 Tertúlia Artesanatos

PROGRAMAÇÃO
                            
DIA 8 – SEGUNDA-FEIRA (tarde/noite)
Local: Universidade de Brasília- Auditório do Prédio novo do IB
 (Instituto de Biologia)

12h30 – 14h INSCRIÇÃO SOLIDÁRIA- um livro de poesia em bom estado, que será doado
14h – 14h15 MESA OFICIAL DE ABERTURA
14h15 – 15h30 MESA DE DEBATE 1

POESIA CONTEMPORÂNEA:OS OLHARES DA RECEPÇÃO
PALESTRANTES: ELIANA YUNES  e  SYLVIA CYNTRÃO
MEDIADORA: JULLIANY MUCURY

15h45-16h30 Mesa de Comunicação A-
                    Líder: Anderson Silveira de França

16h30 – 18h  Mesa de Comunicação B-
                    Líder: Piero Eyben


19h -NOITE ESPECIAL DEDICADA AOS POETAS DE BRASÍLIA
Local: Auditório do Museu da República- Esplanada dos Ministérios
 Homenagem ao cancionista, poeta, músico,produtor e diretor teatral e de cinema OSWALDO MONTENEGRO,
( presença confirmada)

O Prof. Dr. João Batista de Sousa, 
Magnífico Vice-Reitor da UnB,  fará a entrega da homenagem da Universidade de Brasília ao artista.

DIA 9 – TERÇA-FEIRA (manhã/tarde/noite)                                     
Local: Universidade de Brasília – Auditório do Prédio novo do IB (Instituto de Biologia)

8h – 9h30 Mesa de Comunicação C-
               Líder: Elga Pérez Laborde

9h30 – 10h45  MESA DE DEBATE 2

POESIA CONTEMPORÂNEA: O LUGAR EDITORIAL
PALESTRANTES: RODRIGO GARCIA LOPES e ANTONIO MIRANDA
MEDIADOR: SERGIO LEO

11h – 12h30  MESA DE DEBATE 3

POESIA CONTEMPORÂNEA: O LUGAR SOCIOEXISTENCIAL
PALESTRANTES: ÉRICO BRAGA e FERNANDO FIORESE
MEDIADOR: PIERO EYBEN

14h – 15h15 MESA DE DEBATE 4

POESIA CONTEMPORÂNEA: DO LOCAL AO GLOBAL
PALESTRANTES: NICOLAS BEHR e LUIS TURIBA
MEDIADOR: AUGUSTO RODRIGUES

15h30 – 16h45 MESA DE DEBATE 5

POESIA CONTEMPORÂNEA: BRASÍLIA 50 ANOS
PALESTRANTES: ALEXANDRE MARINO e AMNERES SANTIAGO
MEDIADOR: ALEXANDRE PILATTI

16h45-17h –Café

17h– 18h  Mesa de Comunicação D-
                Líder: André Luís Gomes
18h-19h30 Mesa de Comunicação E-
                Líder: Augusto Rodrigues da Silva Junior
19h30-21h Mesa de Comunicação F-
                Líder: Germana H. P. de Sousa
21h15-22h Mesa de Comunicação G-
                Líder: Adriana de F. B. Araújo

DIA 10 – QUARTA-FEIRA (Manhã)                                                 
Local: Universidade de Brasília- Auditório do Prédio novo do IB (Instituto de Biologia)

8h – 9h30 Mesa de Comunicação H-
               Líder: Hilda Lontra

9h30 -10h30  PALESTRA DO POETA FABRÍCIO CARPINEJAR- Prêmio Jabuti 2009-

11h – 12h  MESA DE DEBATE 6

POESIA CONTEMPORÂNEA: O LUGAR MIDIÁTICO
PALESTRANTES: JOSÉ CASTELLO e  SERGIO DE SÁ
MEDIADOR: MAURÍCIO MELO

12h - ENCERRAMENTO-
CAFÉ COM AUTÓGRAFOS DOS CONVIDADOS

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Os portadores de sonhos"

Poema de Gioconda Belli encaminhado como contribuição por Felipe Corrêa e que reproduzo para nossa reflexão!

Em todas as profecias
está prevista a destruição do mundo.
Todas as profecias dizem
que o homem criará sua própria destruição.
Porem os séculos e a vida que sempre se renovam
criariam também uma geração de amantes
e sonhadores;
homens e mulheres que não sonharam com a
destruição do mundo,
e sim com a construção do mundo das mariposas
e dos rouxinóis.
Desde pequeninos vinham marcados pelo amor.
Por trás de sua aparência cotidiana
guardavam a ternura e o sol da meia-noite.
Suas mães os encontraram chorando
por um pássaro morto
e mais tarde muitos foram encontrados
mortos como pássaros.

Estes seres coabitaram com mulheres translúcidas
e elas ficaram prenhes de mel e de filhos reverdecidos
por um inverno de carícias.
Foi assim que proliferaram no mundo os portadores
de sonhos,
atacados ferozmente pelos portadores de profecias
que falavam
de catástrofes.
Foram chamados iludidos, românticos, pensadores de
utopias,
disseram que suas palavras eram velhas
-e de fato eram porque a memória do paraíso
é antiga
no coração do homem -
os acumuladores de riquezas os temiam
e lançavam seus exércitos contra eles,
mas os portadores de sonhos faziam amor
todas as noites
e do seu ventre brotava a semente
que não somente portava sonhos mas que os
multiplicavam
e os fazia correr e falar.
E assim o mundo criou de novo a sua vida
da mesma forma que havia criado os que inventaram
a maneira
de apagar o sol.
Os portadores de sonhos sobreviveram aos
climas gélidos
e nos climas quentes pareciam brotar por
geração espontânea.
Quem sabe as palmeiras, os céus azuis, as chuvas
torrenciais
tiveram a ver com isso,
a verdade é que, como formiguinhas operárias
estes espécimes não deixavam de sonhar e construir
mundos formosos,
mundo de irmãos, de homens e mulheres que se
chamavam companheiros,
que se ensinavam a ler uns aos outros, consolavam-se
diante da morte,
se curavam e se cuidavam entre si,
se ajudavam
na arte de querer e na defesa da felicidade.
Eram felizes em seu mundo de açúcar e de vento
e de todas as partes vinha gente impregnar-se de alento
e de suas claras percepções
e de lá partiam os que os haviam
conhecido
portando sonhos,
sonhando com novas profecias
que falavam de tempos de mariposas e rouxinóis,
onde o mundo não haveria de findar na
hecatombe
mas onde os cientistas desenhariam
fontes, jardins, brinquedos surpreendentes
para fazer mais gostosa a felicidade do homem.

São perigosos - imprimiam as grandes rotativas
São perigosos - diziam os presidentes em seus discursos
São perigosos - murmuravam os artífices da guerra
Devem ser destruídos - imprimiam as grandes rotativas
Devem ser destruídos - diziam os presidentes em seus discursos
Devem ser destruídos - murmuravam os artífices da guerra.
Os portadores de sonhos conheciam seu poder
e por isso nada achavam de estranho
E sabiam também que a vida os havia criado
para proteger-se da morte que as profecias
anunciam.
E por isso defendiam sua vida até a morte
E por isso cultivavam os jardins de sonhos
e os exportavam com grandes laços coloridos
e os profetas obscuros passavam noites
e dias inteiros
vigiando as passagens e os caminhos
procurando essas cargas perigosas
que nunca conseguiram encontrar
porque quem não tem olhos para sonhar
não enxerga os sonhos nem de dia, nem de noite.
E no mundo sucedeu um grande tráfico
de sonhos
que os traficantes da morte não podiam estancar;
em todas as partes há pacotes com laços de fita
que só esta nova raça de homens pode ver
e a semente destes sonhos não se pode detectar
porque está envolta em corações vermelhos
ou em amplos vestidos de maternidade
onde pezinhos sonhadores sapateiam nos ventres
que os carregam.
Dizem que a terra depois de os haver parido
desencadeou um céu de arco-íris
e soprou de fecundidade as raízes das árvores.
Nós sabemos que os vimos
Sabemos que a vida os criou
para proteger-se da morte que as profecias
anunciam.

(trad. Celso Japiassu)

La poeta y novelista, Gioconda Belli nació en Managua. Participó, desde el año 1970 en la lucha contra la dictadura de Anastasio Somoza ,como miembro del Frente Sandinista. Vivió exiliada en Mexico y Costa Rica. Ocupó varios cargos partidarios y gubernamentales en la Revolución Sandinista en los 80. Es madre de cuatro hijos y desde hace algunos años divide su tiempo entre California y Managua.

domingo, 11 de julho de 2010

"Brasílias de luz" ... aguardem a data de estréia do novo espetáculo de poesia e música!

Da esquerda para direita aí estamos nós após ensaio
( auditório do Museu Nacional)
Yara , Felipe, Paulo, Gi , Augusto, Natália e Thainá (em pé)
Leticia, Mônica, Gabriel, Julliany, Mateus, Maxçuny, Patrícia, Ismênia e Deliane (sentados)
***
Nada pra se acreditar
Mas tá tudo azul...
Nada pra se acreditar
Mas a fé tingiu o azul de anil!

(Oswaldo Montenegro/ homenageado)

*** 
"Brasílias de luz" estreará por ocasião do II Simpósio de Crítica de Poesia. Em breve estaremos divulgando os nomes dos pesquisadores e poetas confimados para o evento.

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Apoio
FAC-DF
Depto. de Teoria literária e Literaturas/Instituto de Letras UnB
 Petry Gráfica e Editora

quarta-feira, 23 de junho de 2010

POESIA PARA QUEM PRECISA

-POESIA PARA QUEM PRECISA - De São Sebastião a Ceilândia, de Taguatinga a Samambaia... Os Saraus cada vez mais ganham adeptos (Correio Braziliense - Caderno Cultura - 20 de maio de 2010)

Emocionei-me ao ler no último dia 20 de maio a matéria da capa do Caderno Cultura. Vi que aquela emoção que as palavras de um poema provocam em mim não é privilégio meu, nem faz de mim um ser de outro mundo.

Para alguns a poesia é “coisa do passado”, “coisa pra gente velha”, mas a foto do Correio Braziliense desmente essa falácia, são pessoas de todas as idades que se reúnem em diversos pontos da cidade unidos pelo vínculo da arte da palavra. E há quem diga que: “a poesia está morta”, “ninguém mais dá valor à poesia”, “poesia é muito piegas”.

Certa vez ouvindo uma palestra de Rubem Alves sobre educação, algo mudou minha prática de incentivo à leitura. Ele fez um passeio pela origem da palavra seminário, e declarou que o ato de dar aulas (fazer seminários) deveria ser um generoso jorrar do sêmem da palavra sobre a terra fértil (ou não) das mentes.

A partir de então tenho uma prática em sala de aula e que reproduzo sempre que vou começar a falar de poesia a uma nova turma. Pergunto "-quem gosta de poesia?" Sempre há alguns poucos que dizem que sim, mas a maioria declara sua aversão por meio de frases pejorativas. Então eu peço (a uma das pessoas que criticou ferozmente a poesia) que ouça como se ouvisse a voz da pessoa amada e eu recito um poema de amor (“antigo” e “piegas”). Termino com aplausos emocionados e pedidos de “mais um”. A partir deste momento eles não me deixam dar aulas sem primeiro recitar um poema.

Tempos depois, quando reencontro alguns destes alunos, eles têm prazer em relatar a quantidade de poesias que leram e que buscaram sozinhos para não perder a magia que a palavra semeara neles.Então me sinto gratificada, e sei que meu trabalho não é vão.

E, como prova de que a poesia está muito viva, em setembro teremos a segunda edição da
Bienal Internacional da Poesia que promove eventos relacionados com a arte da palavra por todas as regiões administrativas da cidade, será um ótimo momento para você ter um contato pessoal com a poesia.

Na abertura da II BIP, no Museu Nacional, haverá uma homenagem a Oswaldo Montenegro e a vários poetas da cidade com o espetáculo “Brasílias de Luz”  pelo Grupo Vivoverso.

A poesia está viva, então... viva a poesia!
Professora Maxçuny Alves Neves da Silva

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre Saramago , mas deixa viva a ética da fraternidade


"Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida."

                                      José Saramago, em Ensaio sobre a cegueira
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O escritor José Saramago morreu na manhã desta sexta-feira, 18 de junho, aos 87 anos. 
 Era também doutor Honoris causa pela UnB. Recebeu o título em 1997, quando veio à Universidade  a convite do Departamento de Teoria Literária e Literaturas do Instituto de Letras , sendo vice-diretor  do IL o seu amigo e meu orientador de doutorado, o saudoso professor 
Almir Bruneti, que nos apresentou.
Nessa bela ocasião tive a alegria de entregar-lhe uma publicação com os trabalhos escritos de minha turma de Letras acerca do livro Ensaio sobre a cegueira. Como estava com as mãos cheias de livros, entregou-os a Pilar, sua mulher,  e, com as duas mãos livres, recebeu o que lhe entregava em um gesto de extrema delicadeza e respeito à literatura e seus leitores.   
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Deixe pra nós registrado o trecho que mais lhe "fale" da obra do escritor.
Vivoverso agradece sua importante colaboração!