terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vivoverso divulga : Poeta CORSINO FORTES na UnB neste 14 de setembro


Corsino António Fortes (São Vicente, 1933) 
Corsino é um dos mais influentes escritores cabo-verdianos. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1966) integrou vários governos na república de Cabo Verde, país de que foi Embaixador em Portugal. Presidiu a Associação dos Escritores de Cabo Verde (2003/06). Autor de obras como Pão e Fonema (1974) ou Árvore e Tambor(1986), a sua obra expressa uma nova consciência da realidade cabo-verdiana e uma nova leitura da tradição cultural daquele arquipélago.


Corsino estará visitando os alunos do Curso de Letras da UnB *, para nossa alegria e enriquecimento, acompanhado pela pesquisadora de sua obra, a Profa. Dra. Christina Ramalho, que atualmente desenvolve  o seu  pós- doutorado sobre o escritor na USP e falará sobre sua obra.

Pecado original

Passo pelos dias
E deixo-os negros
Mais negros
Do que a noute brumosa.

Olho para as coisas
E torno-as velhas
Tão velhas
A cair de carunchos.

Só charcos imundos
Atestam no solo
As pegadas do meu pisar
E fica sempre rubro vermelho
Todo o rio por onde me lavo.

E não poder fugir
Não poder fugir nunca
A este destino
De dinamitar rochas
Dentro do peito...

(Claridade, 1960)
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* SERVIÇO
Data: 14 de setembro de 2011, quarta-feira
Horário: 12h /13h30  
Local: Campus Darcy Ribeiro /DAES .
Sala AT 1155 (Turma de  Modernismo/ Profa. Sylvia Cyntrão)

Importante: A entrada para a conferência da doutora Chistina e do poeta Corsino será garantida até somente o limite de espaço para assentos na sala.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PALAVRA E PODER -DIAS 4, 5, 6/ 7 -VIVOVERSO DIVULGA E CONVIDA



ACESSE TODA A PROGRAMAÇÃO EM
http://www.mulhereliteratura.com.br/

ESTAREMOS PARTICIPANDO DA MESA MULHERES NA MÚSICA, SÁBADO, DIA 06/7, 16h

Sessão de Comunicações - Sala 4 – Mulheres na Música

Participante 1
No candeeiro de Dona Ivone Lara, a luz da mulher negra como farol no Atlântico Negro
Edelu Kawahala- UFSC

Participante 2
O canto e a voz das mulheres de Atenas, do Brasil e de alhures
Cleide de Oliveira Lemos-Senado Federal

Participante 3
A estruturação do feminino contemporâneo na canção popular brasileira
Sylvia Helena Cyntrao- UnB


Participante 4
A representação da voz feminina na contemporaneide nos versos de Adriana Calcanhotto
Ismênia Pereira da Costa Santana -UnB


Participante 5 – Coordenadora
Olhos coloridos: a estética da diversidade na literatura e na música afro-brasileiras
Cristiane Felipe Ribeiro de Araujo Côrtes -UFMG

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

POEMAS DE UMA VIVÊNCIA COLETIVA


No último sábado, dia 25, no CCBB, promovemos a Oficina de Poesia do projeto ESCRITORES BRASILEIROS*, com o objetivo de estimular a criatividade e a auto-compreensão, a partir da leitura.

A tarde constou de vários momentos animados, entre eles a vivência de criação coletiva e a participação de Felipe Cyntrão que cantou demonstrando o processo de intertexto em suas canções e deu uma prévia de seu Cd  "Bsb, Só ela" (no prelo, para breve).

Reproduzo in natura os 5 textos da criação coletiva , que teve como apoio visual o quadro "Rosa Meditativa" de Salvador Dali e foram lidos-declamados em sequência aleatória após a produção, mobilizando fortemente o grupo.
 
I-
Vi naquela rosa o seu deserto
Seus pequenos e grandes lábios
Me enroscaram na noite de ontem
E vivi um feliz desabrochar
Viver aquela rosa é o meu deserto
Encontro  que estou sempre a esperar

II-
Consciência elevada
Meus pés estão no chão
Mas eu não
O amor me deu asas e eu voei
Expressão do despertar da beleza singela da juventude

III-
Plantei uma rosa no meu jardim
Mas não imaginei tanto florir
Goteja sangue no cenário ocre
Das pessoas desgarradas
No chão sem cor
Mas pode ser suave se experimentado
Com ardor
Com cor
A-m-o-r

IV-
Viver é contemplar as coisas grandiosas e as simples
Deserto, céu, pessoas, rosa
Sentimentos expurgados numa sala estranha
Só o deserto segura a rosa
E o nosso peito
Este peito asfáltico perfurado e rasgado pela flor
Flor que fura o tédio, nojo e ódio
Flor que perdura ainda que a alma esteja inóspita
Manchada do sangue que jorra
Flor que vaga
Num vagar infinito

V-
Viajar no vazio repleto de sensações
Um homem velho banguela comendo pipoca
Uma rosa suspensa no sentimento do mundo
Eu só deveria ter te amado como se não houvesse amanhã.

Dos inspirados:  
Aldmeriza, Amanda Regina, Andressa Matias, Aparecida Ivonery, Celia Ambrosio, Claudia Kamp, Elicio Pontes, Elisete Teixeira, Gustavo Rolim, Guto Resende, Italo Mendes, Lenir Fidelis, Marcelo Andrade, Maria das Graças Antunes, Silvana Faveri, Sofia Faveri, Juliana, João Elias, Vani Emment.
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Em seguida apresento o "poema-intertexto" que fiz : uma homenagem aos autores da tarde de sábado, a partir dos versos por eles produzidos.

Naquela rosa o seu deserto:
asas e despertar  
meus pés no chão
mas eu não
...consciência elevada

Pequenos e grandes lábios
me enroscaram na noite
e vivi...
que viver aquela rosa é  meu deserto
e  meu encontro  

Goteja sangue no cenário ocre
das pessoas desgarradas
no chão sem cor.
Uma rosa no meu jardim
e o florir...

Viver é contemplar
deserto, céu, pessoas, rosa
suave em ardor
cor
a-m-o-r

Sentimentos expurgados
no peito asfáltico rasgado pela flor
que fura o tédio, nojo e ódio
e perdura na alma inóspita
manchada do sangue que jorra.

Rosa suspensa no sentimento do mundo,
um homem velho banguela comendo pipoca
é flor que vaga
no vazio repleto de sensações,
como se não houvesse amanhã.

Só, o deserto segura a rosa
...e  o nosso peito.

***
* Agradeço  ao curador, Marcelo Andrade, e à Cátedra Unesco da PUC-RIO, em especial à profa. dra. Eliana Yunes.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

POESIA CONTEMPORÂNEA: OLHARES E LUGARES - O LIVRO!


Vem aí o livro com as reflexões  dos craques da arte.*
No prelo! 
Aguardem o lançamento.
Sumário 

Apresentação


 O emprego do poeta- por Eliana Yunes

 Ensaios
Ana Cristina Cesar: entre as letras de protesto e as torres de marfim
Adriana Araújo
Brasília é apenas um lugar comum
Alexandre Marino
Arte e mercadoria na poesia de Ferreira Gullar
Alexandre Pilati
Prosa, poesia, prosa poética e poesia em prosa -fronteiras que se entrecruzam
Amneres Santiago
Poesia contemporânea: o lugar editorial
Antonio Miranda
A poética contemporânea de Brasília
Augusto Rodrigues
Dois séculos de poesia na América Latina
Elga Pérez Laborde
O lugar socioexistencial da poesia contemporânea
Érico Braga
A palavra, seus princípios: considerações acerca do étimo de poesia
Fernando Fiorese
Lugar nenhum
José Castello
Retorica y literatura en el Aleph de Jorge Luis Borges y La máquina del mundo de Drummond
José Luis Martinez Amaro
A arbitrariedade do signo em César Vallejo
Lucie Josephe de Lannoy
Contra a Força do Limbo, a Poética da Qualidade
Maurício Melo Júnior
Meiaoito, um poema-roteiro de cinema
Luis Turiba
Linguagem poética e o contemporâneo
Piero Eyben
O mercado no caminho do poeta
Sergio Leo
O lugar da poesia dos versos da música popular brasileira numa situação de blog
Sylvia Cyntrão

Perfil
Alex Moraes e a história poética da Tertúlia Produtos culturais-
Depoimento do artista

Poemas
Nicolas Behr – inéditos
Antologia poética sobre Brasília-
Roteiro de “Brasílias de luz”- espetáculo do Grupo Vivoverso, com textos poéticos de
Affonso Romano de Sant’Anna , Alceu Valença , AL-Chaer , Anderson Braga Horta, Augusto Rodrigues, Cassiano Nunes, Cassiano Ricardo, Clarice Lispector, Felipe Cyntrão Corrêa, Gilberto Gil, Ítalo Calvino, Jamil Almansur Haddad ,Joanyr de Oliveira , João Carlos Taveira, Letícia Fialho, Luis Turiba, Lúcio Costa, Nicolas Behr, Oswaldo Montenegro, Paulo Ohana, Renato Russo, Toninho Horta e Fernando Brant, Ulysses Machado.  

Texto de homenagem ao poeta e cancionista Oswaldo Montenegro com Palavras do artista.
***
* Textos das Mesas de Debates do II Simpósio de Crítica de Poesia -Brasília