quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

'EM FEITIO DE ORAÇÃO' , e de Noel

*
creio
em você
criador na Terra...
creio na luz
das cores da diferença...
essa é minha crença
!
creio na comunhão dos seres
na revisão do passado
creio que a vida eterna é o agora
creio na força que o Natal comemora
e em tudo que junto se fez
.
creio em nós mais uma vez
e tanto...
em nome do Pai, do Filho e do Amigo santo.
[amém!]

                                 *mix de de Sylvia

A cada Amigo  que esteve diretamente com o Vivoverso em 2010, ofereço  meu credo . Vocês distribuíram -antes da data- o verdadeiro espírito de Natal !  

Gratidão, 'nossa' palavra-tudo* a...

Alex Moraes - o multiartista- e  equipe da Tertúlia Artesanato
Amneres, Augusto,Carpinejar, José Castello, Fiorese, Garcia Lopes, Julliany, Marino, Maurício Melo, A.Miranda, Nicolas, Piero, Pilati, Sergio Sá, Sérgio Leo, Turiba
Ana, Débora, Dora, Gustavo, Henrique, Marlon, Nívia,  do TEL
Eliana Yunes, Júlio Diniz e Érico Braga,  da PUC-RIO
Enrique Huelva, Gisele Melo, Naeli Ritter, do IL-UnB
João Batista de Souza , Vice-Reitor Magnífico
João e Wanderli ,  do Museu da República
Nelson Petry, da Petry Gráfica e Editora

 Em 2011, queremos continuar junto e com vocês!

*imagem poética de Carlos Drummond de Andrade

sábado, 11 de dezembro de 2010

HOMENAGEM A NOEL ROSA na crônica de Ivan Iunes: "O sambista perene"



Do blog da prima Roberta Iunes, http://www.casamentobetaeivan.blogspot.com/

reproduzimos trecho da crônica do jornalista e primo Ivan Iunes, publicada hoje no Correio Braziliense.

"Na madrugada de 9 para 10 de dezembro de 1910, o Rio de Janeiro vivia em estado de quase convulsão social. A reação do governo da então capital federal sufocava a tiros de canhão o último levante relacionado à Revolta da Chibata, na Ilha das Cobras, dentro da Baía de Guanabara. Em meio a uma cidade dividida, o médico José da Graça Mello foi chamado às pressas para o chalé da Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel. O parto, complicado pela bacia estreita da mulher, só foi resolvido com a ajuda de outro médico, Heleno Brandão. Um fórceps mal executado acabou por fraturar o lado direito do maxilar do bebê, que dias depois recebeu o nome de Noel de Medeiros Rosa.

Nas primeiras décadas do século XX, o samba, como retrato do próprio Rio de Janeiro, poderia ser considerado um ritmo partido. Foi no morro do Estácio, espremido entre o samba de roda e o maxixe que teve gênese o samba contemporâneo. A reinvenção do gênero, no entanto, só ganhou o asfalto, poesia e o lirismo atuais a partir do protagonista principal do chalé da Teodoro da Silva.

Nascido há exato um século, foi apenas a partir dos anos 1950 que a obra de Noel Rosa se fez perene a partir de regravações de Aracy de Almeida, uma de suas intérpretes favoritas. A obra do compositor branco, de classe média, mirrado, com apenas sete anos de produção intelectual até o seu desaparecimento em 1937, percorreu um purgatório de 13 anos até que, redescoberta, o transformou no mais influente letrista da história da música brasileira.

Figura controversa, escorregadia, amante da boemia, das zonas de meretrício e da velha Lapa, avesso à luz do dia, porque “levava as morenas embora”, Noel Rosa jogou todo seu talento em sete anos de produção. Cercou-se de pouco mais de 60 parceiros, entre os quais Antônio Nassera, Cartola, Ismael Silva, Wilson Batista e o mais produtivo deles, Vadico, com quem compôs sua obra prima “O Último Desejo”, além de “Feitio de Oração” e outras.

Deixou um legado de 252 composições, fora parcerias que não assinou pelo que chamava de “nossa amizade”. Produziu uma obra atemporal, tão irônica quanto lírica, com temas até hoje atuais, como a invasão cultural norte-americana. “Até Noel, a lírica musical brasileira era parnasiana, idílica e o amor, algo inatingível. Ele vulgariza isso tudo, trazendo inclusive o amor para uma linguagem cotidiana, coloquial, extremamente moderna. Ele entende o modernismo mais do que boa parte dos modernistas”, explica o pesquisador André Diniz.

Em uma era onde o rádio e a mídia eram incipientes, soube cultivar polêmicas e, no rastro delas, se eternizar. Somente para a inspiração do primeiro sucesso, a paródia do Hino Nacional “Com que Roupa”, inventou um par de histórias diferentes – da mão que havia escondido suas roupas para que não saísse à noite até uma canção política, sobre o estado do país na época, uma nação de “tanga” como gostava de dizer. Da mesma forma, trava um duelo musical com Wilson Batista, amplamente divulgado e motivado por ciúmes da mesma Ceci que, além de inspirar “O último desejo”, também o levou compor “A dama do cabaré”. Ao morrer, deu início ao final da era de ouro da música brasileira, que nunca mais teria o mesmo vigor."

***

VIVOVERSO  presta com o autor sua homenagem ao grande POETA DA VILA, quando completaria 100 anos.

...Que tal deixar pra nós nos comentários alguns versos de Noel?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

VIVOVERSO CONVIDA PARA A POESIA !


O Vivoverso tem a alegria de convidar para o lançamento do livro do poeta AUGUSTO RODRIGUES, membro do Grupo .

Na Livraria Sebinho, 406 norte.
Dia 6 de dezembro, às 19h, todos lá!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POESIA CONTEMPORÂNEA: OS OLHARES ESPECIALISTAS

_______________________________________________

"Quem não ouve a melodia, acha maluco quem dança..." * 
Oswaldo Montenegro 
_______________________________________________

O II Simpósio de Crítica de Poesia cumpriu seu objetivo:
mostrar um mix de olhares sobre a lírica brasileira, da tradição à sua tradução contemporânea...
Do roteiro de 'Brasílias de luz' às discussões acirradas nas  
Mesas de Debates.

POESIA CONTEMPORÂNEA: OS OLHARES DA RECEPÇÃO
ELIANA YUNES (na foto) e SYLVIA CYNTRÃO
MEDIADORA: JULLIANY MUCURY

POESIA CONTEMPORÂNEA: O LUGAR EDITORIAL
RODRIGO GARCIA LOPES e ANTONIO MIRANDA
MEDIADOR: SERGIO LEO

POESIA CONTEMPORÂNEA: O LUGAR SOCIOEXISTENCIAL
ÉRICO BRAGA e FERNANDO FIORESE
MEDIADOR: PIERO EYBEN

POESIA CONTEMPORÂNEA: DO LOCAL AO GLOBAL
NICOLAS BEHR e LUIS TURIBA
MEDIADOR: AUGUSTO RODRIGUES

POESIA CONTEMPORÂNEA: BRASÍLIA 50 ANOS
ALEXANDRE MARINO e AMNERES SANTIAGO
MEDIADOR: ALEXANDRE PILATI

 PALESTRA DO POETA FABRÍCIO CARPINEJAR
Prêmio Jabuti

POESIA CONTEMPORÂNEA: O LUGAR MIDIÁTICO
  SERGIO DE SÁ e JOSÉ CASTELLO
MEDIADOR: MAURICIO MELO JÚNIOR

***
Na sequência, para 2011...
o livro Poesia contemporânea: olhares e lugares, com a palavra crítica e poética dos convidados e o DVD Brasílias de luz, gravado ao vivo na festa da poesia. Aguardem!

*versos da camiseta-Tertulia , produzida para o evento.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A FESTA DA POESIA ACONTECEU!

O espetáculo "Brasílias de luz" e a presença do homenageado Oswaldo Montenegro lotaram o Auditório do Museu da República no último dia 8!

...Com VERSOS-QUE-SÃO-VIVOVERSO agradecemos sua presença e seu apoio!*

*Detalhe de camiseta da Tertulia Artesanato -leia-se Alex Moraes- que apoiou , ao lado de Petry  Editora e Capes-MEC o II Simpósio de Crítica de Poesia e o espetáculo de Abertura.

 Vivoverso na confraternização, após o espetáculo-homenagem. Na foto , com o Grupo, Enrique Huelva, vice-diretor da Letras, Sylvia, Prof. João Batista, vice-reitor da UnB, e Oswaldo Montenegro.

Os pesquisadores-performáticos Felipe, Pat, Gi, Gabriel, Jessica(figurinos), Mateus, Ismênia, Paulo, Nat e Ju (em pé).
Lets, Yara, Max, Deli, Mônica e Vanderli -do som (sentados).
***
Na sequência, comentários sobre o evento e muitas fotos do II Simpósio de Poesia com os poetas e jornalistas convidados. Aguardem!!